A VIAJANTE DO TREM

Essa página reúne as postagens que faço do meu dia a dia no transporte mais amado de SP: o Trem!


Também serve para qualquer outro transporte público, mas sempre sem perder o bom humor!


Compartilhem essa página e ajudem enviando mensagens com situações que já vivenciaram.


Fazendo isso, tenho a certeza que o Santo Padroeiro dos Usuários de Trens vai reservar um lugar muito lindo, em pé, esmagado, no próximo trem que você pegar! :-)

Empoderamento

Deixe um comentário...

O título desse texto está na moda no mundo feminino. Mais do que moda está nas ações de muitas mulheres no País, das quais, muitas eu conheço pessoalmente.
Vejo as mulheres negras, por exemplo, terem orgulho do seu cabelo, ostentando suas madeixas lindas por aí, se amando e fazendo uma luta diária contra aos estereótipos que vemos todos os dias.
Tenho várias amigas assim e sei o quanto é importante isso. Minha irmã “gêmea”, Débora Garcia, é uma delas e ela me ensinou, talvez nem saiba disso, o quanto essa luta é importante para elas e fico orgulhosa pelas suas palavras vibrantes e contagiantes a várias outras tantas mulheres que “contamina”.
O que ouço muitas vezes é que toda a transformação e a aceitação do que se é, geralmente, foi um trabalho interno muito intenso, doloroso até.
Muitas sofreram bullying, risadas, preconceitos até que o desabrochar aconteceu e passaram a ser mais elas, consequentemente, mais felizes.
A autoestima é fantástica, desde então.
Eu sempre fui “relaxada” no quesito ser feminina (mais uma regra imposta pela nossa sociedade), mas como sempre fui descolada em rir de mim mesma, não absorvia as palavras proferidas para mim, do tipo: “você precisa se cuidar mais”; ”passa um batonzinho aí”; ”penteia esse cabelo direito”.
Sempre tive uma estima alta e isso, sinceramente, nunca foi um problema.
O que irrita é quando eu resolvo mudar e acordo com vontade de atender antes de tudo as minhas vontades, ou seja, me arrumar um pouco mais, mudar o penteado, colocar um brinco, etc.
É muito chato ter que lidar com algumas pessoas com os “elogios” calculados.
Se eu fosse encanar, desistiria de fazer essas mudanças só para não ter que aguentar as pessoas reparando de um jeito sarcástico, como se isso não fosse possível acontecer.
O que estou tentando dizer é que se não formos sinceros em nossos elogios à outra pessoa, porque sim, dá para perceber, não falemos nada quando percebermos a mudança no outro.
Porque ninguém sabe o quanto foi difícil para pessoa se abrir e se propor a ter outras atitudes e uma simples frase mal colocada pode fazer com que a pessoa se feche novamente.
Bom, essa é a minha opinião, já que aqui é uma coluna que diz exatamente isso.

Intrigas nos trilhos

Deixe um comentário...
Fatos tão intrigantes acontecem nos trilhos. Leia hoje, no Jornal DAT:



Pontos Turísticos

Deixe um comentário...
Antes de chegar ao seu destino final, sempre há muito com o que se distrair.
 Leia no Jornal DAT:





Troca Letras

Deixe um comentário...
Cuidado com o corretor!
É o artigo de hoje, fora dos trilhos, no Jornal DAT:


 

Que dia é hoje?

1 comentário
Alguém sabe que dia é hoje???
Bom, eu me perdi e escrevi esse artigo aqui, no Jornal DAT:


Pedido de Ajuda

Deixe um comentário...
E eu recebi um pedido de ajuda desesperado. Quer saber?
Leia no artigo de hoje, no Jornal DAT:



Onde o seu calo aperta?

Deixe um comentário...

Onde o seu calo aperta?

Essa semana li uma matéria onde uma mãe responde um bilhete enviado pela escola e para mim foi uma resposta muitíssimo coerente.
A escola endereçou o bilhete “À mamãe” e ela contesta que na verdade, a escola deveria iniciar a solicitação escrevendo “Aos responsáveis”, justificando que no mundo de hoje podem haver vários tipos de relacionamentos e responsáveis pela criança: avós, tios, tias, somente mães, somente pais.
Ou mesmo a escola pode reforçar, com essa atitude, que somente a mãe é que precisa cuidar desses afazeres escolares, eximindo o pai de tal responsabilidade, como tanto vemos durante vários anos: a mãe/mulher que fica em casa com toda a responsabilidade doméstica, afetiva e muitas vezes, provedora também financeiramente do lar.
Compartilhei essa matéria e houve um comentário sobre ela da seguinte maneira:  “E assim, o mundo fica cada vez mais chato e cheio de regras”, com a justificativa posterior de que o bilhete estava coerente já que a mãe é que “cria e alimenta o filho”, enfim, me veio a seguinte reflexão: essa frase do mundo cada vez mais chato por conta das regras que hoje são impostas do politicamente correto, só vamos entender quando o nosso calo aperta.
O meu aperta muito porque me vejo na situação retratada: a mãe que trabalha o dia todo e ao chegar em casa, tem a atividade numero dois que é justamente cuidar do filho, do que ele traz da escola, lições e afins e isso desde o início de sua atividade escolar, praticamente, sua vida toda, por isso, me identifiquei com a matéria e prontamente, a defendi.
O mesmo vale quando vemos os nossos amigos lutando pelo racismo, por exemplo. Quantos de nós, brancos, falamos: “ah, entre eles mesmos se tratam como Negão e agora ficam reclamando?!”
Ninguém sabe da dor do outro a não ser que passamos por ela. O bullying só dói quando atinge de cheio a nossa alma.
Não posso criticar quem defende uma causa, se eu nunca fiz parte dela.

Nunca passei fome, nunca vivi num ambiente violento, nunca sofri racismo, nunca sofri nenhum preconceito, mas procuro aprender (sim, porque ainda falho), a tentar enxergar o que há por trás de cada luta.

Julgar é muito fácil quando não se está do lado lá.

Texto de hoje, fora dos trilhos, no Jornal DAT.