A VIAJANTE DO TREM

Essa página reúne as postagens que faço do meu dia a dia no transporte mais amado de SP: o Trem!


Também serve para qualquer outro transporte público, mas sempre sem perder o bom humor!


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Fazendo isso, tenho a certeza que o Santo Padroeiro dos Usuários de Trens vai reservar um lugar muito lindo, em pé, esmagado, no próximo trem que você pegar! :-)

Intimidades

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Intimidades

A rotina nos trilhos pode nos trazer uma falsa intimidade com as pessoas que estão no mesmo aperto que nós. Talvez uma certa empatia nos envolva e quando menos esperamos já estamos participando, ora ativamente ou apenas como espectadores, de todas essas situações. Tornamos-nos em inúmeras vezes aqueles pescoções inconvenientes, ao olharmos fixamente para a tela do celular do outro tentando ler os enredos dramáticos de DRs entre as pessoas.
Também ficamos enternecidos quando os textos que roubamos a leitura nos mostra palavras de amor do tipo: "Oi, Fofinha..Tá 'tutu bem cum vuxê hj?', "Tutu bem, xuxuzinho". É de querer um amor melado assim também, fala a verdade? Quando ouvimos uma conversa de alguém sofrendo por algo, é inevitável queremos chegar para pessoa e falarmos: "Vem cá! Dá um abraço". Ou no mínimo oferecer aqueles mil conselhos que ninguém pediu, mas mesmo assim falamos.
Nos entregamos às piscadelas iniciais discretas para assistirmos o filme do próximo mais próximo, torcendo para que o trem se arraste e consigamos no mínimo, descobrir o nome daquilo que está nos prendendo. Tá bom, seria mais fácil perguntarmos, mas assumir uma intimidade não ofertada, não é tão simples assim. Acho que aqui entra o medo de sermos descobertos. Ninguém quer ter a fama de curioso, mas todos somos.
Que atire a primeira pedra quem nunca passou uma situação assim durante uma viagem. E com certeza também já fomos alvos de momentos íntimos não autorizados. Perdi a conta de quantas pessoas já olharam o que estava lendo, escrevendo ou assistindo. O duro é quando você não quer ser invadido dessa maneira. Nem sempre é possível. Na verdade, quase nunca é possível, já que um trem vazaio, nem na época de festas natalinas acontece.
Então, o que nos resta, é tentar não estressar e continuar nessa troca. Quem sabe não nos tornamos realmente íntimos ou pelo menos, a gente passe a interagir como seres humanos, se apresentando àquele que tem algo que tanto está nos atraindo. 

Relevância

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Só por hoje

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Só por hoje

Apenas um dia almejo que o respeito seja a premissa básica de todas as nossas relações.
Que ao invés de ouvirmos (e talvez falarmos) que o mundo está muito chato ultimamente, nos colocássemos no lugar do outro.
Eu já fui barrada em algum lugar por conta da minha cor de pele? Se não, não julguemos a luta do irmão que frequentemente passa por essa situação.
Temos um lar para morar e nos aquecer nas noites de frio, enrolados no cobertor, cafezinho quente, bolachinha e tudo mais, então, porque apontarmos o dedo julgando aquela família, no meio da rua, dizendo que eles que optaram por passarem por aquela situação, com um monte de filho ao redor?
Será que conseguimos imaginar como é difícil, por medo da violência gratuita, duas pessoas do mesmo sexo não andarem de mãos dadas, por exemplo, expressando um carinho e cuidado tão comuns a quem se ama, pelo simples medo de serem agredidas?
Um gesto de carinho, um afeto, um chamego?
Queria apenas um dia onde todos se olhassem sem dupla interpretação.
Não ouvir mais “bandido bom é bandido morto”, já que muitos não são verdadeiramente os bandidos aos quais estamos acostumados a ver por aí.
Será que hoje você deixaria os privilégios que teve desde ao nascer, colocando-se no lugar do outro que não os teve e parasse de rasgar o verbo dizendo sempre “esse povo tá cheio de mimimi para o meu gosto!”.
O seu gosto, o meu gosto, o do outro não são os mesmos e é por isso que devemos clamar sempre: respeito, só precisamos de respeito.
Desde criança sempre ouço: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.
Como é bradar isso dentro de quatro paredes de qualquer templo religioso e fora dele, apontar o dedo imediatamente ao erro do próximo mais próximo?
Nós não erramos nunca? Impossível!
E justamente por ser impossível é que não devemos julgar.
Abrir os olhos e o coração para a pergunta mais necessária: “o que eu faria no lugar dessa pessoa, se fosse comigo?”
Só por hoje, eu gostaria de ver todos nós, tirando nossos preconceitos (sim, porque temos), e nos despirmos de julgamentos, buscando simplesmente o respeito e o Amor.

Sempre Elegante

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A volta da Franciscléia de Jesus nos trilhos e no Jornal DAT:


O que há por tras?

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 Publicada em 11/08/2017 - 00h44min
Andréia Gonçalves

O que há por trás?

Sorrisos. Gargalhadas soltas sem sacrifícios. Olhos que vibram encantando todos que esbarravam com essa espontaneidade.
Quando isso tudo se apaga e a pessoa dona de tudo isso resolve dar um basta em sua própria caminhada, deixando todos por aqui atônitos e sem respostas, só não para para pensar no quão profunda é a alma humana quem não quer.
Nunca vou me esquecer de quando uma pessoa amiga disse-me uma vez há muitos anos quando estava em vários conflitos internos: "Andréia, você precisa parar de rir de tudo".
Na hora não entendi o que ela quis dizer, tipicamente, pela minha imaturidade na ocasião. Depois de um tempo refletindo, entendi perfeitamente: quem ri de tudo é muito mais aceito socialmente do que aquele que chora e escancara seus sentimentos profundos.
Em tantos momentos era o choro que queria mostrar, mas usava a risada gratuita como escudo apenas para ser aceita. Continuo aprendendo.
Tentando aprender também com a vida adulta o quanto nos afastamos de quem amamos pela correria do dia-a-dia, da busca do nosso ganha pão, da busca do nosso auto conhecimento.
Com tanta tecnologia ultimamente, de uma forma extremamente mecânica, soltamos um "Oi, tudo bem" e a resposta instantânea vem e seguimos a vida. Mas será que realmente queremos saber do outro quando não está? Será que teremos ouvidos de ouvir quando um grito de ajuda soar ao nosso lado? Ou estender a mão sem distinção? São puras reflexões para entender o que há por trás de um sorriso e que nem sempre é puro.
Estamos vivendo momentos atropelados onde sentimos saudades, mas não vamos "matá-las" visitando quem nos é caro. Nem ligações telefônicas fazemos mais. Sei que nem sempre conseguimos, mas precisamos prestar atenção ao nosso redor, ao próximo mais próximo, pelo menos.
Um sorriso pode ser um pedido de ajuda daqueles agonizantes e talvez a dor seja tão insuportável que só nos restará conviver com dúvidas quando a pessoa ali, do nosso lado, não conseguir mais continuar.

Volta às aulas

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De volta ao recreio. 
Leia o fora dos trilhos de hoje, no Jornal DAT:

A Grama do Vizinho

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Olhando sempre o que não é nosso, achando-o melhor.
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