Dorminhocos II

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Quando escrevi há quase um ano uma crônica sobre esse mesmo tema, achei que não teria mais tipos para descrever e surpreendentemente, me peguei a observar mais personagens para compor uma segunda parte com essas personalidades que adoram abraçar o Deus de Sono.
Alguns tipos também vieram como sugestões de alguns seguidores dessa Viajante. Vamos lá:
1)

    Estátua da Liberdade: a pessoa entra no Carro, arruma um lugar no corredor e na barra de cima acopla sua mão com força. Ereto, sem conseguir se mexer, instantaneamente fecha seuolhos e dorme profundamente. Pode acontecer o maior fuzuê que a pessoa não solta aquele ferro nem em caso de evacuação em massa e sempre com o bração esticado, como a estátua famosa.
2)

    Sem  LarMuitas pessoas já foram um Sem Lar nos trilhos, quer ver? A pessoa sai de casa muito cedo e consegue um lugarzinho sentado, no trem do madrugador. Apoia a cabeça na mochila que está no colo e antes da segunda potocada, já está roncando.
Como o trem é o que vai e volta, ele dorme tão profundamente que faz várias viagens nesse estado de sonolência, como se fosse um abandonado e sem lar, apenas com a bagagem que conseguiu tirar de casa.
Quando acorda finalmente, horas depois do embarque, levanta aquele rosto assustado e o que sobra, é apenas a marca redonda da baba grudada na mochila.
3)

    Bate Bumbo: Esse tipo é um aperfeiçoamento da Estátua da Liberdade. O princípio é o mesmo, entra e em pé, embala naquele sono gostoso, só que ele não fica tão firme quanto oítem 1  e de repente, se inclina como se fosse um pêndulo batendo o bumbum na pessoa que está atrás.
Esse tipo me incomodou muito numa recente viagem. Era um bate bumbo a cada 5 minutos nas minhas costas!
4) Um minuto: Esse aqui foi o tipo mais folgado que já me contaram. Sentado ao lado de um amigo, o cidadão senta e dormindo, encosta a cabeça no ombro dele. Mesmo como chega para lá tradicional, ele ia e voltava constantemente.
Ao chegar no ponto final, quando meu amigo foi levantar, o dorminhoco solta a frase: - Aguenta aí. Me dá só um minuto!
Pois é, quando você acha que nada pode piorar!


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