Tudo por um filho

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Essa semana que antecede a Páscoa é uma semana “tensa” para mim que trabalho longe de casa e uso para me locomover, o transporte sobre trilhos.
Geralmente, sempre ganho um ovo de páscoa na empresa.
No dia da entrega, logo me faço a famosa pergunta: - como fazer para ele chegar inteiro?!
E o momento fé em Deus se faz presente em cada passo nessa saga volta ao lar.
Sacola na mão, ovo guardado e aparentemente protegido, inicio a viagem pelo Metrô.
Quando cheguei à plataforma logo a vi muito lotada. Anunciam que os trens andavam em velocidade reduzida devido à chuva.
Abraço aquela sacola como se fosse meu próprio filho e vou para meu cantinho e deixando o povo se matar, sigo meu rumo e espero o próximo trem.
Sei que no horário em que volto para casa, sempre enviam carros vazios e me agarro à essa esperança, mas justamente por estar com problemas, ela se esvai e o jeito é ir na louca.
Nem sei onde a bolsa ficou, mas o motivo da reza ficou a salvo na entrada e no corredor, onde fiquei.
Uma santa alma aparece e se oferece para segurar a sacola. Primeira etapa vencida.
Chego na Luz e rezando sigo pelo curral até à plataforma de embarque para o Expresso Leste.
Novamente, momentos de tensão no embarque e sinto uma gota de suor escorrer de minha fronte, mas impossível secá-la. O problema é que uso óculos e com eles embaçando, o jeito é ir no feeling para não cair no vão.
Dessa vez, não tive a sorte de encontrar alguém solidário e com as bolsas de um lado e sacola agarrada em frente ao corpo, fui do jeito que deu, torcendo para que o calor naquele carro não derretesse a tão delicada guloseima.
Numa freada brusca, me desequilibro, mas como uma mãe que sabe defender as coisas do filho, ergo a sacola sem deixá-la cair ou bater no ferro e ele resiste mais uma vez.
Nunca rezei tanto! Depois de quase 2 horas de sofrimento, chego em casa feliz porque a meta do ano mais uma vez foi batida.
E como sempre acontece, em questões de segundos, tudo aquilo que sofri tanto para manter intacto, não resiste à fúria do meu pequeno destruidor de chocolates, Felipe.
E que venha a próxima Páscoa!

Publicado no Jornal DAT


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