Julgamentos

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Hoje em dia é muito difícil encontrarmos alguém sem um aparelho celular, desde os mais sofisticados até os mais simples.

Com isso, tirar foto dentro do transporte público tornou-se algo comum para registrar fatos inusitadosque podem ocorrer, inclusive facilitando denúncias ou providências aos órgãos oficiais.

Só que como tudo o que vemos, cabe aqui o bom senso e nisso, infelizmente, vemos vários deslizes, por conta de julgamentos errados, assim como nos recentes linchamentos que povoam a mídia ultimamente.

Em uma ocasião, vi uma foto que retratava um casal sentado em bancos não preferenciais e ao seu lado, um senhor de idade em pé.

Logo, essa imagem rodou as redes sociais e diversos comentários ofensivos a esse casal surgiram. A indignação era clara e sim, sabemos que muitos não percebem o outro e atos de gentileza são raros, apesar de belas campanhas como a ObrigadoSP estão aí para tentar minimizar e divulgar que sim, o ser humano tem jeito.

Mas, voltando ao fato e a foto, será que ela retratava mesmo um caso de falta de cidadania?

Eu sempre fico atenta quando o trem para em alguma estação para ver se não entra algum idoso, grávida ou com falta de mobilidade, mas em vários momentos ao oferecer o meu lugar para essas pessoas, elas se recusam, seja porque vão descer logo ou por simplesmente, não quererem sentar, pois sim, elas também têm esse direito.

Na hora em que essa negativa acontece, sinceramente, penso em levantar e deixar o banco vago. Imagino alguém entrar na outra estação, não saber da recusa e simplesmente, tirar uma foto minha e publicar por aí como sendo a pessoa indelicada do momento!

Ou sendo mais fantasiosa ainda, puxar a pessoa e forçá-la a sentar a todo custo só para eu não ter essa fama indesejada e injusta.

Os olhares assustam sim e eu ali, indefesa, só queria ajudar mas posso ser ameaçada em qualquer instante. Tensos momentos!

Nem tudo é o que parece ser e é importante que saibamos disso, na hora de nossos julgamentos.

Até mesmo ao oferecer um lugar para uma barrigudinha podemos errar achando-a grávida, mas aí é outra história para se contar!



 

 

 

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