Conectados

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Hoje em dia é tão normal quanto respirar ou comer, ficarmos conectados nas mais variadas Redes Sociais existentes.
Mesmo quem não queira estar nesse meio, acaba muitas vezes criando um perfil, para não se sentir tão fora do contexto, diante do ar de espanto quando conta que ainda não aderiu a nenhuma delas.
Talvez seja “chover no molhado” dizer que isso pode ser algo muito bom, mas também um perigo, se não souber usar corretamente tudo isso.
Sou adepta de várias delas, principalmente depois de ter me tornado “A Viajante do Trem” e posso dizer que foi através delas que me popularizei, divulgando o meu trabalho como cronista.
Gosto de postar fotos, fatos engraçados, reencontrar amigos da época da escola e até porque não, um pouco de ostentação com os bens materiais adquiridos.
Nesse último quesito, acho que a maior ostentação foi quando eu e meu marido conseguimos com muito sacrifício conquistar o nosso primeiro produto da marca Hyundai.
Branca, nova, uma pechincha e não pensamos duas vezes, mesmo sabendo que isso poderia ser uma loucura, mas compramos, tiramos foto e postamos na rede: nossa primeira torradeira!
Os amigos xingaram, riram, achavam mesmo que fosse um carro, mas se um dia isso realmente acontecer, eu não publicarei! É brincadeira quando cito a parte da ostentação. Acho isso um grande erro, mas enfim, cada um sabe o que quer mostrar, né?
Uma das coisas mais intrigantes para mim em redes sociais é o botão curtir, por exemplo.
Sempre entendi que o uso desse recurso significa que gostamos daquilo que estamos vendo, mas o que dizer quando você lê a seguinte frase do seu amigo e ela tem 2500 curtidas:
“Estou muito mal hoje, minha mãe morreu. Vá em paz!”
Acho que se fosse comigo, eu pensaria que todas essas pessoas odiavam minha mãe!
Nunca tive problema de rir de mim mesma e adoro quando chega à época do Dia das Crianças para trocar minha foto de perfil por minhas fotos preto e branco de criança.
Dou muitas risadas com os comentários do meu cabelo sempre tão bagunçado ou minhas orelhas de abano. Paciência, né? Eles existem então o jeito é amá-los!
E assim vamos vivendo cada vez mais online.


Publicado no Jornal DAT de hoje, como Andréia Garcia


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