Uouuuu!!! Pow Pow !!!

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UOU! POW, POW!

 

Gosto de datas. Acredito que muitas delas servem como marcos em nossa vida e precisam ser lembradas.

Essa semana vivi uma delas e só me dei conta quando estava num momento incrível no “Sarau Até Quarta...” que realizo pela Associação Cultural Literatura no Brasil, na CPTM e sou uma das apresentadoras.

No dia 11/02/14 fui pela primeira vez em um Sarau. Já tinha ido em um, mas essa data é a que considero de fato a minha estréia nesse mundo maravilhoso da cultura.

Convidada pelo amigo Alessandro Buzo, grande cara que admiro muito, iria lançar meu livro na outra semana em seu Sarau Suburbano que acontece todas às terças-feiras, em sua livraria, no Bixiga.

Saí do trabalho e fui, sozinha, eu e Deus, sem saber o que iria encontrar, como seria recebida e tantas outras dúvidas normais quando vamos desvendar o novo.

Cheguei cedo pois é relativamente perto de onde trabalho e acabei sendo uma das primeiras.

Recepcionada pelo Buzo e sua esposa, Marilda, fui me ambientando e ele me explicou como funcionaria aquele dia.

Ele me chamaria durante a apresentação para que todos me conhecessem, além de convidar para o lançamento.

Fiquei ali, sentadinha e as pessoas foram chegando, pouco a pouco.

Percebi que todos se conheciam e eu era a “estranha”, mas praticamente todos, sem exceção, vieram me cumprimentar.

Comecei a sentir a energia do que tudo aquilo emana quando o Sarau iniciou.

Era um poeta atrás do outro, num ritmo alucinante e juro que pensei:

- Meu Deus! Como vai ser quando eu ler minhas historinhas de trem?

E na hora em que ele começou a falar de mim, pela nossa ligação com os trilhos e me chamou para frente de todos, ouvi dois brados altos, um feminino e outro masculino assim e muitas palmas:

- UOUU!!! POW POW!!! UOUU!!

Os donos nunca esqueçoMiragaya e PatriciaCândido.

Não sei explicar o que senti! No mínimo que era importante, de alguma maneira, mesmo que ninguém me conhecesse e entendi que era ali que queria viver meu novo mundo.

Como ele me disse assim que cheguei:

- Cuidado que sarau vicia!

Estou viciada até hoje e esse é o melhor dos vícios!

Ser acolhida assim não tem explicação. Gratidão é o que vale, como sempre!



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