Viagem nos livros

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Surpresa!
Quem não gosta de ser atingido por essa palavra de uma maneira positiva?
Na última quarta-feira, em pleno “Dia da Mentira”, o Projeto Leitura no Vagão, do amigo Fernando Tremonti, amanheceu pregando uma mentirinha básica nas redes sociais dizendo que estava acabado.
Para quem não conhece, o projeto foi criado com o intuito de espalhar livros nos bancos dos vagões dos trens de São Paulo e os usuários que encontrar esses livros, após lê-los, deixar novamente criando assim um círculo vicioso do bem.
O Fernando procura com isso estimular mais leitores e que estes optem por usar o seu tempo nas viagens, com outro passatempo ao invés do uso de seus smartphones.
Identifiquei-me desde o começo com esse projeto e não só porque escrevo, mas porque sempre fui uma apaixonada por leitura nos trilhos, como forma de passar o tempo com qualidade e principalmente, pelo voluntariado e pela determinação desse rapaz de 26 anos.
De quebra, viramos amigos.
Quando ele soltou essa pegadinha previamente combinada com algumas pessoas, a reação foi incrível. Claro que alguns sacaram que era mentira, mas muitos foram solidários e ficaram tristes com isso.
Logo, a brincadeira foi desfeita e ele soltou a verdade: nessa data seria realizada com o apoio do Metrô de São Paulo uma ação chamada “Leitura no Vagão Especial” e na Linha 3 – Vermelha seriam distribuídos 300 livros num único trem.
Fizemos a ação na Barra Funda após às 20 horas e além de mim, outros amigos de vários perfis colaborativos e com projetos que se fundem, ansiosíssimos aguardávamos para vermos a reação das pessoas ao entrar nesse trem com um livro em cada assento.
Quando chegamos à plataforma e as portas se abriram, as pessoas se perguntavam o que era aquilo e quando explicávamos, a reação foi incrível.
Muitos disseram que foi um presente inesperado e muito bem vindo, já querendo saber quando será o próximo.
Consegui, com apoio de amigos, distribuir também o meu livro.
Como usuária dos trilhos, escritora e leitora, era tudo o que eu queria ganhar de presente.
São desses pequenos momentos que a vida é feita.
E eu continuo grata por poder ter feito parte dessa história.


Publicado no Jornal DAT

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