Sufoco é Pouco!

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Uma característica infeliz do trem lotado são os cheirinhos que aparecem de vez em quando.
Já teve até campanha na Rede Social para que as companhias fizessem uma campanha do tipo: “Tomar banho é bom. Passar desodorante também!”, mas infelizmente, como seria um tanto ofensivo, não rolou.
O que nos cabe é torcer para não nos esbarrarmos com esses fedozinhos logo cedo ou naqueles dias mais quentes do nosso verão.
O duro é quando o “solta podridão” da vez é você.
Uma pessoa, que obviamente não identificarei, me contou que passou um sufoco danado numa volta pelo Expresso Leste (Luz à Guaianases).
Passou o dia todo sofrendo com seu intestino inconstante.
Acreditava que o almoço não havia lhe caído muito bem e durante o expediente, já suava frio com o rebuliço que acontecia dentro de sua barriga.
Seus amigos comentavam baixinho que suas idas ao banheiro já estavam longas demais, mas o que fazer numa hora dessa?
Saiu em seu horário habitual por volta das 17h30, na região da Av. Paulista, e dirigiu-se ao Metrô.
Naquele dia, ao chegar na estação ouviu que a linha que pegaria estava com velocidade reduzida.
Até então, a barriguinha tava calminha, mas com o stress de saber que enfrentaria um trem lotado, com excesso de pessoas, acordou a coitadinha.
Depois de 07 trens, conseguiu embarcar e assim que entrou ela deu aquela roncadinha básica que todos nós sabemos que é um anúncio do caos fétido.
Começou a rezar baixinho, torcendo para que nada de grave acontecesse e depois de meia hora, conseguiu chegar na Luz.
Com a confiança desnecessária que temos nessas horas, acreditava que conseguiria enfrentar o curral lotado e ir direto para a plataforma da CPTM pois andando, as coisas se ajeitariam e assentariam dentro de si.
Ledo engano. Novamente, embarcou e na prensa que a barriga ficou, ela magoou  e começou a gritar dentro dele.
No desespero, pensou que se desse uma tossidinha e soltasse um pouquinho junto o “ar”, resolveria a questão, só que isso foi seu maior erro.
Assim que fez isso, acabou com sua dignidade no meio de um trem lotado.
E ficou registrado a maior melecada nessa linha que se tem notícia.
Depois disso, nunca mais andou de trem.

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