Psicólogos

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Há algum tempo escrevi sobre o uso de celulares, por cada 99 pessoas em 100 dentro de um vagão.
Hoje, a sessão “Fala que eu te escuto” tem a ver com outra prática tão comum nesse mesmo local: a psicologia.
Aproveitando que ontem foi o dia dos Psicólogos, esses profissionais tão importantes em nossas vidas, lembro-me de situações vivenciadas praticamente, todos os dias.
Sempre falamos que todos nós temos um “q” de psicólogos. É claro que não baseados nos estudos e nas formações que deveríamos ter, mas é tão bom um ombro amigo, né?
Muitas vezes saí de casa cabisbaixa, com preocupações diversas, naquele dia em que se pudesse ficaria debaixo das cobertas só vendo os ponteiros do relógio passar.
Como não podia, no melhor estilo zumbi, ia caminhando até a estação de trem e embarcava alienada em algum potoque.
E no esbarrão nosso de cada dia, bastava um simples pedido de desculpas (sim, eles acontecem!), engatava uma conversa sobre o tempo, sobre a lerdeza do trem e quando percebia, mesmo sem ser nada muito íntima, aquela pessoa que ali estava ao meu lado, se tornava importante ouvinte das minhas baboseiras, consolando-me de algo que nem sonhava e tirando os pensamentos nebulosos que atormentavam aquela manhã.
Os amigos que fazem a viagem comigo tem uma função muito semelhante.
Vamos trocando palavras além do “Bom dia” e sempre rola um desabafo ou outro sobre filhos, família, trabalho ou mesmo sobre a ponta do dedão que insiste em não parar de doer!
Psicólogos formados, profissionais competentes, conheço vários e muitos, meus amigos, aí tudo se completa.
Sou grata há muitos deles e sem a necessidade de nomeá-los, já que imagino que saibam, agradeço e parabenizo pelo dia de ontem.
Aos “psicólogos” anônimos, pelo gesto de muitas vezes ver alguém chorando no meio daquela muvuca toda dos trilhos, e ter a paciência de parar, perguntar o porque e se propor ajudar, também não posso deixar de agradecer.
São esses gestos que sou uma eterna otimista em dizer que sim, esse mundo sempre teve jeito e sempre terá.
Basta ter olhos e ouvidos para tudo ao seu redor.

Publicado no Jornal DAT, em 28.08.15





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