Sem Palavras

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Sem palavras

Por mais que acreditamos em algo superior onde tudo está devidamente planejado, muitas vezes com o nosso "aval" antes de virmos a esse plano, é impossível não se sensibilizar com o que houve nesta semana.
Pode ser mais um texto como tantos outros que lemos em vários veículos, mas não poderia deixar passar em branco esse sentimento de inquietude e "mãos atadas", diante de uma situação como essa: várias vidas alteradas por um acidente brusco, rápido e fatal.
Ao abrir a folha em branco para escrever esse artigo, me vi sem palavras, mas ao mesmo tempo querendo gritar para que ao menos tenhamos a chance de revermos nossos conceitos, reaprendermos a olhar nossas vidas e nossos caminhos como um sopro porque é assim que somos: um sopro onde ora estamos, ora não.
É nessas horas que passa um filme em nossa cabeça, sobre o que poderíamos ter feito de melhor, com o outro ao nosso redor e conosco também, afinal, devemos sempre ter a tarefa muitas vezes tão árdua de olharmos para dentro e enxergarmos nossas imperfeições, nossos defeitos, mas porque não nossas qualidades, nossos momentos felizes, o nosso verdadeiro ser.
Tantas vezes dormimos sem nos darmos conta de pedir desculpas para alguém, de dar um beijo num filho ou de simplesmente olharmos no espelho e dizermos: "Ei, você merece ser feliz!".
Alegamos falta de tempo ou a velha desculpa de que hoje estamos sempre correndo. Mas correndo para onde se a gente não tem poder no próximo segundo da pista mais valiosa a que temos direito: nossa vida.
Não é fácil, eu sei, mas precisamos tentar. Não esperarmos que uma tragédia como essa bata a nossa porta para que dentre tantos textos sobre valorização do hoje, das pessoas que amamos, faça sentido.
Eu tentei e queria só deixar aqui, nessas linhas, o meu compromisso de continuar tentando sempre abraçar quem eu amo, dizer o quanto são importantes, agradecer e olhar, bem no fundo dos meus olhos e perceber que sim, é isso que quero encontrar todos os dias: motivos para dizer "eu te amo" ao meu próximo mais próximo, seja ele quem for, até a chama dessa caminhada se apagar.
 

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